sexta-feira, 28 de agosto de 2009

POEMA


Poema de Shakespeare

Soneto 137

Que fazes a meus olhos, tolo Amor
Que fazes a meus olhos, tolo Amor,Que eles olham sem ver o que estão vendo?Sabem o que a beleza, aonde for,Mas que o melhor o mal ficam dizendo.Se os olhos corrompidos pelo afetoPrendem-se ao baio por todos montado,Por que fizeste ganchos com mentirasAos quais meu pensamento fica atado?Por que meu coração julga ser seuO terreno que sabe ser de milOu contesta o que viu o olho meuTentando tornar belo o rosto vil?No certo olhar e coração erraramE pro que o falso os dois se transportaram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário